Museu de Artes para Mogi das Cruzes

Mogi das Cruzes, cidade quatrocentona em idade e população tem em sua história vários artistas plásticos que por aqui viveram ou passaram, sendo que alguns alcançaram sucesso alem fronteiras e outros morreram no anonimato.


A Cidade por si esquece completamente que o último Salão de Arte ocorreu em 1970, denominado de Mogi Arte, na recém inaugurada Biblioteca Municipal onde antes era o Itapety Clube, em cima do Cine Urupema. Da década de 70 e com uma Exposição dos Gravadores na inauguração do Colégio São Marcos, na Rua Senador Dantas na década de 80, Mogi mergulhou em um ostracionismo de apresentações de arte que desvalorizam o grande número de artistas que hoje expõem em Hall de Teatro, Rodoviária, Shopping, Hipermercado e Praças, ferindo a dignidade e desvalorizando as obras dos artistas Mogianos.

A proposta da criação de um Museu de Artes para a cidade de Mogi das Cruzes, independente de local ou mesmo de nomenclatura esta mais ligada à questão de que os artistas também são cidadãos, pagam impostos e precisam de um espaço para que possa mostrar seus trabalhos. Por outro lado os cidadãos precisam ter contato com as artes em todas as suas manifestações, pois elas são os espelhos da alma, um registro dos sentimentos contemporâneos e históricos.
Segundo Carol Duncan, os museus de arte sempre foram comparados com antigos monumentos cerimoniais, tais como palácios e templos. De fato, desde o século dezoito até a primeira metade do século vinte, foram deliberadamente projetados para se parecerem com eles.
Alguém poderá objetar que este empréstimo do passado arquitetural pode ter somente um sentido metafórico e não deveria ser tomado por nada mais além disso, desde que a nossa é uma sociedade secular e os museus são uma invenção secular. Se as fachadas dos museus imitaram templos ou palácios, não teria sido simplesmente porque o gosto moderno tentou simular o balanço formal e a dignidade destas estruturas? Ou que desejaram associar o poder de antigas crenças com o atual culto à arte?  Qualquer que seja o motivo dos construtores (assim continua a objeção), os templos gregos e os palácios renascentistas que abrigam coleções públicas de arte, no contexto de nossa sociedade, podem apenas significar valores seculares, e não crenças religiosas.
Seus portais conduzem somente para passatempos racionais, não ritos sagrados. Nós somos, em suma, umas culturas pós-iluminista; uma na qual o secular e o religioso são categorias opostas.

Certamente é o caso que nossa cultura classifica construções religiosas, tais como igrejas, templos e mesquitas, em categorias diferentes de prédios seculares como museus, tribunais ou sedes governamentais.
Cada tipo de prédio é associado com um tipo equivalente de verdade e designado para um ou outro lado na dicotomia religioso/secular. Esta dicotomia, que estrutura uma parcela tão grande do mundo do público moderno e que hoje parece tão natural, tem sua própria história.
Ela forneceu o fundamento ideológico para o projeto iluminista de quebrar o poder e a influência da Igreja.  No final do século dezoito, esta tarefa havia minado com sucesso  a autoridade da doutrina religiosa — se nem sempre na prática, pelo menos na política e na teoria filosófica ocidental.
Eventualmente, a separação entre Igreja e estado se tornou lei. Todos sabem como a história continua: a verdade secular se tornou a verdade oficial; a religião, muito embora garantida em matéria de escolha pessoal livre, manteve sua autoridade apenas para crentes voluntários.
É a verdade secular — verdade que é racional e verificável — que assume o status de verdade “objetiva”. É esta “Verdade” entre as verdades que ajuda a ligar uma comunidade em um corpo civil, providenciando uma base universal de conhecimento e validando seus mais altos valores e memórias mais caras.
Os museus de arte se tornaram decisivos para este reinado de conhecimento secular, não apenas por causa das disciplinas científicas e humanistas ali praticadas — conservação, história da arte, arqueologia — mas também por causa do seu status como preservadores da memória cultural da comunidade.
Texto - Paulo Pinhal 
www.pinhalarquitetura.com.br
A classe artística de Mogi das Cruzes há muito esquecida pelo Poder Público, pede para a população geral que apóie esta idéia. Pois Cultura é fundamental para a compreensão de diversos valores morais e éticos que guiam nosso comportamento social.  
Entender como estes valores se internalizaram em nós e como eles conduzem nossas emoções e a avaliação do outro, é um grande desafio.


                                                               
  

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