sábado, 28 de outubro de 2017

Quem é? Quem foi? DOM ANTONIO CANDIDO DE ALVARENGA

 DOM ANTONIO CANDIDO DE ALVARENGA (1836-1903)
 11º Bispo Diocesano (1899-1903)
BIOGRAFIA
Nascido em 22 de abril de 1836, em São Paulo. Era filho do casal Tomé de Alvarenga e Josefina Maria das Dores de Alvarenga. Dedicado por seus virtuosos pais ao estado sacerdotal, começou a se preparar para o sacerdócio aos 12 anos de idade, sendo admitido também ao coro da Catedral da Sé. Matriculou-se nas aulas de latim, cantochão e música, sendo promovido a capelão-cantor, no ano de 1854. Estudou teologia, moral e dogmática, além de outras matérias teológicas, na Catedral, nos cursos criados por dom Antônio Joaquim de Melo.

PRESBITERADO
Ordenado sacerdote no dia 25 de março de 1860, na cidade de Itu, pela imposição das mãos de dom Antônio Joaquim de Melo. 
Trabalhou no interior de São Paulo, nas paróquias de Taubaté (1865), Santa Branca (1868 a 1870) e Mogi das Cruzes (1870 a 1876).
A partir de 19 de maio de 1870, passou a ser cônego penitenciário do cabido. Em 1877, por determinação de dom Lino Deodato, elaborou novos estatutos para o Recolhimento de Santa Teresa. No mesmo ano de 1877, manifestou apoio à libertação dos escravos.

EPISCOPADO
Com a morte de dom Frei Luís da Conceição Saraiva, dom Antônio Cândido foi nomeado bispo do Maranhão por meio de decreto imperial de 28 de setembro de 1876, sendo confirmada a eleição no Consistório de 21 de setembro de 1877, realizado pelo papa Pio IX. Recebeu a sagração episcopal no dia 31 de março de 1878, na Antiga Sé de São Paulo, pelas mãos do bispo diocesano dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, tendo como consagrantes o cônego arcipreste João Jacinto Gonçalves de Andrade e o chantre Antônio José Gonçalves. Ingressou solenemente na Catedral de São Luís do Maranhão, em julho de 1878.Após vinte anos de fecundo pastoreio no Maranhão, contando com 62 anos de idade e com sua saúde bastante fragilizada, dom Antônio Alvarenga foi transferido para São Paulo pelo papa Leão XIII, em 28 de novembro de 1898, fazendo sua entrada solene na Catedral em 25 de março de 1899.No mesmo ano de 1899, a cidade de Sorocaba era assolada por uma epidemia de febre amarela. Apesar de seu precário estado de saúde, o novo bispo de São Paulo seguiu viagem para a cidade interiorana, a fim de acudir pessoalmente às vítimas da epidemia, visitando, confortando e ministrando aos enfermos os últimos sacramentos, tendo assistido à morte do vigário da paróquia, vítima da epidemia. Retornando a São Paulo deparou-se com o sucesso do Anarquismo que se espalhava entre os operários. Isso fez com que o bispo mudasse a postura da Igreja, que passou a marcar uma presença mais efetiva nos meios populares.Em julho de 1900, viajou para a Bahia, onde participou do Primeiro Congresso Católico Brasileiro. Entre os dias 10 e 16 de setembro de 1901, dom Alvarenga organizou e presidiu o I Congresso Diocesano em São Paulo, que propunha uma maior difusão entre as camadas mais simples da população de folhas e livros contendo a doutrina católica, com conteúdos sem preocupação partidária. Este evento, foi uma das últimas aparições públicas do bispo.Ao longo de sua vida, recebeu os títulos de Prelado Doméstico de Sua Santidade, Assistente ao Trono Pontifício, Conde Romano e foi agraciado pelo patriarca de Jerusalém, com a grã-cruz da Ordem do Santo Sepulcro. 
Faleceu no dia 01 de abril de 1903, sem deixar testamento. Atualmente, seus restos mortais repousam na cripta da catedral da Sé, onde pode ser lido em sua lápide:" Louvemos os varões gloriosos. Toda a gente com gratidão reverencial venera a quem ocupa em paz este túmulo, Antônio Cândido de Alvarenga, bispo e Conde Romano. Tendo trabalhado nas plagas do Maranhão, foi ele elevado à Sé Paulistana. Quando a peste devastava a cidade de Sorocaba, mostrou claramente o quanto desprezava a vida para salvar as suas ovelhas. Após uma longa caminhada, cheia de labores fecundos, extinguiu-se a 1º de abril " 
Fonte: Arquidiocese de São Paulo
Pesquisa: Joao Camargo
Contato para outras informações
redescobrindoaltotiete@gmail.com
Lembrando que temos o nosso grupo Facebook


sábado, 10 de junho de 2017

A Lenda da água da Biquinha




Em Mogi das Cruzes corria a lenda segundo a qual quem bebesse água da Biquinha nunca mais deixava a cidade e de fato isso acontece até hoje só que não mais pela Biquinha mas sim pela alegria e receptividade dos mogianos que aconchega a todos que visita a cidade.


Biquinha era o nome de uma nascente de boa água para época que se situava em um terreno baldio localizado no início da rua São João, em frente Hospital e Maternidade Mogi Mater (antiga Mãe Pobre). Diziam que seu prestígio vinha do fato de ali se reuniam para lavar roupa da família e da freguesia. 


Diziam que seu prestígio vinha do fato de ali bebiam água os anjos da guarda que circulavam pela cidade em sua piedosa missão e outros afirmavam que alta noite entidade celestiais lá se reuniam para banhar-se. A grande verdade afinal é que para a tristeza de muitos, acabaram-se com a Biquinha. Mais uma vez a tradição e a cultura de um povo cedera ao progresso da grande cidade. O local ainda existe a água continua no mesmo local fluindo por debaixo do asfalto.
Mas a história continua, quem bebe da água de Mogi das Cruzes sempre retorna.

Contato para outras informações
redescobrindoaltotiete@gmail.com
Lembrando que temos o nosso grupo Facebook

A educação em Mogi das Cruzes no início do século XX

Em 1914 Mogi das Cruzes possuía uma população aproximada de 20080 habitantes, sendo 2.868 em idade escolar. O Município atendia em institui...