domingo, 29 de julho de 2018

De quem eram as mãos que construíram o chão sob o qual vivemos em Mogi das Cruzes?






De quem eram as mãos que construíram o chão sob o qual vivemos em Mogi das Cruzes?
Muito dizem que a cidade foi erguida pelos portugueses e que o povoamento  surgiu em 1601 por Gaspar Vaz e de seus companheiros que aqui vieram, mas no certo foram os índios e escravos capturados por eles. Nessa região a finalidade era abrir caminho em direção às minas de ouro por acharem que estaria em Minas Gerais a partir disso Gaspar Vaz e seus companheiros bandeirantes decidiram ficar e povoar essa região. Pois em São Paulo de onde eles vieram já existia muita gente e sem ter terreno para plantar.Desde então, foram essas pessoas de cor a principal mão de obra escrava que construiu a nossa cidade começaram à construção de um grande rancho, de paus roliços coberto de palha arariguana, que serviria para abrigar a todos até começarem as próprias casas em um sistema de mutirão onde foram sendo construídas diversas casa com o método de taipa ou pau a pique. Agora fica a intrigante pergunta no ar sobre a preservação cultural da cidade aonde tanto se fala. Porque há tão pouco desta memória preservada na arquitetura em nossa cidade? O que se fez dos espaços históricos de resistência dessas populações? Que memórias foram construídas para “substituir” estas? Uma cidade sem preservação é uma cidade sem história.




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domingo, 22 de julho de 2018

Freguesia da Escada - Aldeamento indígena


A história de Mogi das Cruzes está diretamente relacionada com a conquista do Brasil, a Vila de Sant'Anna foi a segunda implantada "serra do mar acima", depois de São Paulo de Piratininga. O maior desafio nessa época era "combater" os índios que habitavam a região ( muiramomis, guaianás, e nesta região do Rio Paraíba do Sul: os Tamoyos), pois estes eram o grande "empecilho" para a exploração e posse efetiva da região.
As tribos que não foram totalmente dizimadas, foram escravizadas, e durante 150 anos (aproximadamente) foram a mão-de-obra brasileira. Foram eles, por exemplo, que construíram a Ordem Primeira e o antigo convento de Mogi. 



Os jesuítas acabaram tornando-se um grande entrave para os "bandeirantes" que capturavam e vendiam os índios indiscriminadamente. Tanto que, em 1640, foram expulsos do país, deixando-os livres (bandeirantes) para a comercialização e destruição das tribos.
Doze anos depois (1652), é implantado o "aldeamento da Escada", que recebeu esse nome pelo costume indígena de colocar em seus túmulos uma "escada" para as almas "subirem mais rapidamente aos céus". O aldeamento foi criado por Gaspar Vaz, filhos e genros com a intenção de escravizar os índios (José Preto um dos seus genros foi um dos maiores escravagistas de Mogi), e criar uma base avançada para a exploração do interior, sobretudo do Vale do Paraíba.




No século seguinte os franciscanos assumiram o aldeamento e construíram o convento anexo.
A igreja recebeu nesse período uma imagem de São Longuinho, uma das poucas existentes no país.
Em 1898, o povoado desmembrou-se da comarca de Mogi das Cruzes recebendo o nome de Guararema, foi o primeiro dos distritos mogianos a ganhar autonomia e tornar-se cidade.



Fonte - Luiz Miguel Franco Baida
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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Leitura Obrigatória - Gilberto Freyre - Casa Grande & Senzala


Para entender uma sociedade em que vivemos temos que buscar referências no passado em bibliografias em diversos temas, e só com essa possibilidades da leitura que será possível a compreensão para obter um senso critico mais sensata no que ocorre no dias atuais. Portanto o blog tem o objetivo de mostrar como era o passado da nossa região e agora iremos postar livros para aqueles que tem interesse de ter um novo olhar e que só a leitura pode proporcionar.  


Gilberto Freyre (1900 – 1987) foi um sociólogo, historiador e ensaísta brasileiro que dedicou-se à interpretação da realidade brasileira sob os ângulos da sociologia, antropologia e história. Uma de suas obras mais conhecidas é “Casa Grande & Senzala”considerada uma das obras mais representativas no que se refere à formação da sociedade brasileira.



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domingo, 1 de julho de 2018

1º Brasão de Mogi das Cruzes.


Instituído em 10 de março de 1929 pelo então prefeito Carlos Alberto Lopes, vigorou apenas dois anos.

Em 1º de julho de 1931 foi substituído pelo atual Brasão, que foi idealizado pelo diretor do Museu Paulista Affonso de Taunay, e desenhado por J. Wasth Rodrigues.




Em suas linhas geraes, assim se descreve o brazão de armas que Mogy das Cruzes adoptou :


E' seiscentista e portuguez, tal como o que foi usado para a
representação da cidade de Santos, com a coroação de um forte, em
tudo relembrando que Mogy iniciou a sua existencia no Século XVI
- tendo como seu fundador Braz Cubas, esse grande vulto a quem
a bella cidade de Santos tambem deve a sua fundação.

Braz Cardoso, seu povoador, Gaspar Coqueiro e outros filhos
de Portugal, bem como Braz Cubas, estão lembrados nas côres azul
e branca, as mesmas da bandeira portugueza.

A faixa sinuosa que atra vessa o escudo em diagonal, representa
o caudaloso rio Tieté, o «Anhemby- dos Guayanazes, que habitaram
as paragens mogyanas. A mesma faixa representa o Mogig, (rio do lodo)
que alguns historiadores -dão corno origem do nome de Mogy .

A estrella collocada á esquerda da faixa (Rio Tieté) representa
fielmente a situação da cidade. As tres cruzes, de Malta, ainda relembrado
os seus primeiros povoadores portuguezes, significam a antiga
denominação de Mogy das Trez Cruzes.

A faixa sinuosa, como uma serpente, poderá tambem symbolizar
M-Boy, que segundo affirmam alguns, foi a palavra que, com a
corrupção da lingua, se tornou Mogy.

A cobra conhecida por esse nome, que dizem ser a boi-peva,
ainda se encontra nas terras do município visinho.

E' opinião de muitos que Mogy - tivesse como origem a palavra
Boygy, nome de uma fazenda alli existente e fundada por Braz Cubas,
da qual se originou a cidade, nome esse indígena e por certo de
algum guayanaz, (pois os guayanazes habitavam a margem do
Anhemby) e que está lembrado na fíéxa existente no conjunto do
escudo. 

A côr de ouro existente, relembra a antiga lavra de Baruel,
pois o ouro foi explorado em remotas éras por diversos frades naquelle
local, onde ainda existe o ribeirão que emprestou o seu nome ao
bairro de Ouro Fino.

Os antigos mogyanos tambem tomaram parte em bandeiras (haja
vista o que refere João Ribeiro), as quaes partiram de Itacuacitiba -
Itaquaquecetuba actual - motivo pelo qual existe no brazão a acha
d'armas em haste lanceada , tal como era utilizada pelos antigos bandeirantes paulistas.

Mogy sempre foi uma terra de gente patriota. E significando
esse patriotismo que já se revelou de modo brilhante por occcasião
da Guerra do Paraguay, em que tomaram parte diversos filhos de
Mogy das Cruzes, foi incluida no escudo a legenda ou divisa -'
«Patriam Grandibo» (A Patria engrandecerei).

Ao lado do supporte temos a canna de assucar, que lembra a
uberdade do sólo mogyano, onde, ha muitos annos ella é cultivada
com vantagem, assim como o fumo, que tambem alli se produz.

Para fugir da regra geral, ou melhor, para dar um cunho
genuinamente mogyano ao brazão d'armas, figura no mesmo a representação symbolica da industria e commercio existentes naquella
cidade em não pequena escala.




Primeiro brasão da cidade que fazia referência à antiga lavra de ouro de Baruel, explorado em remotas eras por diversos frades naquele local, onde ainda existe o ribeirão que emprestou o seu nome ao bairro de Ouro Fino em Suzano.



 Pesquisa: João Camargo

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" Da janela frontal da sala de visitas - Rua Navajas " - 2018

A paisagem proposta pelo prefeito Marcos Mello, em janeiro deste ano, em entrevista ao jornal o Diário de Mogi - "A verticalização do...