segunda-feira, 2 de julho de 2018

Leitura Obrigatória - Gilberto Freyre - Casa Grande & Senzala


Para entender uma sociedade em que vivemos temos que buscar referências no passado em bibliografias em diversos temas, e só com essa possibilidades da leitura que será possível a compreensão para obter um senso critico mais sensata no que ocorre no dias atuais. Portanto o blog tem o objetivo de mostrar como era o passado da nossa região e agora iremos postar livros para aqueles que tem interesse de ter um novo olhar e que só a leitura pode proporcionar.  


Gilberto Freyre (1900 – 1987) foi um sociólogo, historiador e ensaísta brasileiro que dedicou-se à interpretação da realidade brasileira sob os ângulos da sociologia, antropologia e história. Uma de suas obras mais conhecidas é “Casa Grande & Senzala”considerada uma das obras mais representativas no que se refere à formação da sociedade brasileira.



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domingo, 1 de julho de 2018

1º Brasão de Mogi das Cruzes.


Instituído em 10 de março de 1929 pelo então prefeito Carlos Alberto Lopes, vigorou apenas dois anos.

Em 1º de julho de 1931 foi substituído pelo atual Brasão, que foi idealizado pelo diretor do Museu Paulista Affonso de Taunay, e desenhado por J. Wasth Rodrigues.




Em suas linhas geraes, assim se descreve o brazão de armas que Mogy das Cruzes adoptou :


E' seiscentista e portuguez, tal como o que foi usado para a
representação da cidade de Santos, com a coroação de um forte, em
tudo relembrando que Mogy iniciou a sua existencia no Século XVI
- tendo como seu fundador Braz Cubas, esse grande vulto a quem
a bella cidade de Santos tambem deve a sua fundação.

Braz Cardoso, seu povoador, Gaspar Coqueiro e outros filhos
de Portugal, bem como Braz Cubas, estão lembrados nas côres azul
e branca, as mesmas da bandeira portugueza.

A faixa sinuosa que atra vessa o escudo em diagonal, representa
o caudaloso rio Tieté, o «Anhemby- dos Guayanazes, que habitaram
as paragens mogyanas. A mesma faixa representa o Mogig, (rio do lodo)
que alguns historiadores -dão corno origem do nome de Mogy .

A estrella collocada á esquerda da faixa (Rio Tieté) representa
fielmente a situação da cidade. As tres cruzes, de Malta, ainda relembrado
os seus primeiros povoadores portuguezes, significam a antiga
denominação de Mogy das Trez Cruzes.

A faixa sinuosa, como uma serpente, poderá tambem symbolizar
M-Boy, que segundo affirmam alguns, foi a palavra que, com a
corrupção da lingua, se tornou Mogy.

A cobra conhecida por esse nome, que dizem ser a boi-peva,
ainda se encontra nas terras do município visinho.

E' opinião de muitos que Mogy - tivesse como origem a palavra
Boygy, nome de uma fazenda alli existente e fundada por Braz Cubas,
da qual se originou a cidade, nome esse indígena e por certo de
algum guayanaz, (pois os guayanazes habitavam a margem do
Anhemby) e que está lembrado na fíéxa existente no conjunto do
escudo. 

A côr de ouro existente, relembra a antiga lavra de Baruel,
pois o ouro foi explorado em remotas éras por diversos frades naquelle
local, onde ainda existe o ribeirão que emprestou o seu nome ao
bairro de Ouro Fino.

Os antigos mogyanos tambem tomaram parte em bandeiras (haja
vista o que refere João Ribeiro), as quaes partiram de Itacuacitiba -
Itaquaquecetuba actual - motivo pelo qual existe no brazão a acha
d'armas em haste lanceada , tal como era utilizada pelos antigos bandeirantes paulistas.

Mogy sempre foi uma terra de gente patriota. E significando
esse patriotismo que já se revelou de modo brilhante por occcasião
da Guerra do Paraguay, em que tomaram parte diversos filhos de
Mogy das Cruzes, foi incluida no escudo a legenda ou divisa -'
«Patriam Grandibo» (A Patria engrandecerei).

Ao lado do supporte temos a canna de assucar, que lembra a
uberdade do sólo mogyano, onde, ha muitos annos ella é cultivada
com vantagem, assim como o fumo, que tambem alli se produz.

Para fugir da regra geral, ou melhor, para dar um cunho
genuinamente mogyano ao brazão d'armas, figura no mesmo a representação symbolica da industria e commercio existentes naquella
cidade em não pequena escala.




Primeiro brasão da cidade que fazia referência à antiga lavra de ouro de Baruel, explorado em remotas eras por diversos frades naquele local, onde ainda existe o ribeirão que emprestou o seu nome ao bairro de Ouro Fino em Suzano.



 Pesquisa: João Camargo

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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Os primeiros passos da Ordem Carmelita em Mogi das Cruzes

Situada no extremo leste da região metropolitana de São Paulo, Mogi das Cruzes teve sua primeira base econômica na agricultura, mesmo que sem grande produção excedente para a exportação. Os freis carmelitas chegaram à região no início do século XVII e, durante muito tempo controlaram a maior parte da terra produtiva, o que nos leva a supor que também tenham mantido sob sua propriedade grande número de pretos escravizados. 


Com a redução no número de religiosos (devido às mudanças políticas que ocorreram desde final do século XVII até o período imperial), tanto sua ação pastoral quanto a econômica sofreram grandes mudanças, a exemplo do que ocorreu também aos demais habitantes do país e ao clero secular: vivências e práticas religiosas, que até hoje têm grande influência na vida social da região, passaram pelas adaptações decorrentes da separação entre a Igreja e o regime do Padroado do governo português.


A ordem carmelita estabeleceu-se oficialmente na região de Mogi das Cruzes no ano de 1629. Em poucos anos, através da generosidade dos devotos, seu patrimônio cresceu rapidamente, e os religiosos tornaram-se os maiores proprietários de terras da região e suas fazendas – Sabaúna, Santo Ângelo e Santo Alberto – essencialmente agrícolas, utilizaram a mão de obra de pessoas escravizadas: primeiro indígenas e depois pretos, trazidos direto da África ou já nascidos em terras brasileiras. Quase quatrocentos anos depois, os carmelitas ainda estão presentes, de maneira efetiva, na vida religiosa da cidade. Mantendo em seu complexo arquitetônico colonial a sede da Paroquia Nossa Senhora do Carmo e administrando os trabalhos pastorais da comunidade católica do bairro Vila Natal e da capela de Santo Ângelo, no distrito de Jundiapeba, também participam da vida cultural da cidade através do Museu das Igrejas do Carmo (MIC), instalado nas dependências da igreja da Ordem Primeira. A Ordem Terceira do Carmo e a Irmandade de São Benedito, organizações leigas de origem ligada diretamente à Ordem, também continuam em atividade até o presente exercendo sua religiosidade.

Fonte: “LIVRAI-NOS DO MAL, AMÉM”: O PERÍODO PRÉ-ABOLIÇÃO NAS TERRAS DO CARMELO EM MOGI DAS CRUZES – SP,Heloisa Constantino,Anais do XIV Simpósio Nacional da ABHR Juiz de Fora, MG, 15 a 17 de abril de 2015.


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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Mogi das Cruzes e a escravidão.

 Muito se discute sobre a escravidão no Ocidente; seus malefícios,povos indígenas que foram dizimados, gerações que perderam suas raízes culturais, Senhores ‘bons’ e ‘maus’, defensores contra e a favor , razões históricas, sociais e econômicas, povos que praticavam, captura,sofrimentos, quantidade, preço, guerras, leis, paladinos de libertação,etc.
Mas perguntas  e respostas  que deveriam ser enfrentadas e consideradas, são: Como povos que proclamam na sua máxima de conduta moral e religiosa de “Amar ao próximo”, capturavam, compravam, vendiam,trocavam, matavam, penhoravam, leiloavam, herdavam, doavam, abandonavam, e castigavam escravos? Como aguardavam com suas consciências tranqüilas – dentro de suas igrejas – alcançar o “Paraíso”, os que possuíam cativos de um a centenas de humanos? Como a praticavam sem o menor constrangimento social, moral, familiar, e religioso.
Os itens listados acima são conseqüências dentro de uma sociedade política-religiosa, com princípios de espoliação escravista no Alto Tiete não era diferente.


Estava , fundamentada e associada a uma concepção religiosa que permite à seus adeptos a livre escravatura; captura e servidão com aval teocrático. Os procedimentos de como capturar escravo, seu preço
comercial, compra – venda, manejo, tratamento, corretivo, uso sexual, destino de prole  filhos e seus descendentes , sua obrigação, sujeição, etc., estão claramente estabelecidas, por absurdo que possa parecer nas cidades do Alto Tietê principalmente em Mogi das Cruzes pois o crescimento significativo de escravos no primeiro período está ligado a um dinamismo provocado principalmente, pela introdução do cultivo e manufatura do algodão e ao aumento da produção de aguardente. 



Porém, no segundo período a reduzida taxa de crescimento vinculava-se principalmente à extinção das peças de panos de algodão das receitas de exportação, que até o final do século XVIII representava o principal produto de exportação. No terceiro período, retomou-se o aumento significativo no número de escravos em função principalmente da introdução e cultivo do café. A economia de Mogi das Cruzes era basicamente agrícola, pois em todos os anos houve a predominância de escravos ligados a esta atividade produtiva, que variou entre 78% em 1801 e 80,5% em 1829. Por outro lado, estava voltada para o mercado interno, uma vez que, na maioria dos anos analisados, os cativos estavam atrelados à agricultura de subsistência, exceto em 1829. Em 1801, 68,93% dos escravos desenvolviam atividades ligadas à agricultura de subsistência, 66,0% em 1818 e 46,0% em 1829. A diminuição da participação dos escravos na agricultura de 6 subsistência, em 1829, está diretamente relacionada à introdução e desenvolvimento do cultivo do café. Em 1818, apenas 1,1% dos escravos trabalhavam no cultivo do café, e 26,6% em 1829. 

Fonte: http://www.abphe.org.br/arquivos/jonas-rafael-dos-santos.pdf

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domingo, 24 de junho de 2018

Festa do Divino e suas histórias 1

Quando pensamos em uma festa tradicional em nossa cidade já vem em tona  a Festa do Divino.
Em busca de literatura que fala sobre esse assunto específico descobrimos o livro de Issac Grinberg, Folclore de Mogi das Cruzes lançado em 1983 que descrevi sobre a cultura e os ditos populares. A primeira notícia que temos da Festa é de 1871 e teve uma curiosidade para época aonde a Câmara Municipal desse mesmo ano na data de 31 de Dezembro, proibiu  os toques e cantos e também as folias(como viola, tambor, triângulo, pandeiro ou somente a viola) para pedir esmolas para o Divino Espírito Santo. Portanto a festa está enraizada em nossa sociedade há mais de 137 anos de história.  
Em breve contaremos mais algumas curiosidades sobre a Festa do Divino.


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domingo, 17 de junho de 2018

Miguelzinho Dutra




 Miguelzinho Dutra pode ser considerada, como a dos pintores Hercule Florence (1804-1879), Debret (1768-1848) e Adrien Taunay (1803-1828), uma das mais importantes fontes de documentação iconográfica do estado de São Paulo do século XIX.
Dutra é um artista autodidata em pintura, mas, enquanto observador meticuloso, realiza paisagens muito realistas, compostas com enquadramento preciso suas aquarelas têm um caráter documental, por apresentarem um registro das primeiras casas da cidade de Itu, São Paulo e Mogi das Cruzes, e ainda a arquitetura das igrejas e cenas da vida cotidiana, como festas e procissões. Dutra apresenta vistas de vilas e de fazendas, em que procura apresentar a paisagem de maneira panorâmica, 
O artista é considerado um bom retratista, tornando-se conhecido pelos retrato de populares nos quais revela, como apontam diversos estudiosos, o perfil psicológico do representado. Pinta também algumas personalidades de destaque na época, como o capitão-mor de Itu, Vicente de Costa Taques Goes e Aranha (s.d.). Miguelzinho Dutra destaca-se também como escultor, realizando a talha e diversas imagens religiosas em cedro para as igrejas da região.



Essa pintura foi realizada em 1840 o nome da obra e titulada como 4º descanso em Mogin das cruses 5 legoas adiante, tirada do Occidente, esse rico material esta no  Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil. Compra do Governo do Estado de São Paulo, 2005, para quem ficou curioso em conhecer mais obras desse artista que não é mogiano mas retratou a cidade com uma grande riqueza de detalhes para época.

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sábado, 16 de junho de 2018

Quem é? E quem foi? Otto Unger

Otto Unger 
Mogi das Cruzes - 02/03/1919
Monte Áfrico - 30/11/1944


Otto Unger nasceu em Mogi das Cruzes no dia 2 de março de 1919,  filho de Ernesto  Unger e Benedicta Unger. Morava aos fundos da Rua Ricardo Vilela aonde na época era uma chácara da familia Navajas. Em 1925 ingressou no Grupo Escolar atualmente Escola Coronel Almeida, se alistou no Tiro de Guerra em 1937 e foi sorteado para servir ao regimento, após alguns anos o jovem trabalhou na Mogitex e também nessa mesma época recebeu a convocação do 6º Regimento de Infantaria na cidade de Caçapava, aonde recebeu instruções e fardamento a partir disso foi selecionado para o 3º Batalhão na cidade de Lins  e foi qualificado para a 8ª Companhia na cidade de Araçatuba diante a todo esse tempo fora da sua cidade natal realizou diversos cursos e treinamento de combate. No dia 30 junho de 1944, com diversos pracinhas se juntou aos 5074 combatentes  que fazia parte do 1º Escalão da Força Expedicionária Brasileira abordo do navio americano General W. A. Mann que estava aportado na cidade do Rio de Janeiro. Em 2 de junho partiram para Campanha da Itália, no dia 16 de setembro aportaram na cidade de Nápoles, em 5 de agosto, o 1º Escalão foi incorporado ao 5º Exército Americano aonde se iniciou diversos combates.
Em 16 de setembro, a Feb obteve a primeira vitória com a ocupação da cidade de Massarosa, no dia 11 de outubro mais uma conquista a cidade de Barga.  No 30 de novembro de 1944 em combate na região de Monte Áfrico o pracinha Otto Unger foi abatido por um projétil. 

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