quinta-feira, 28 de junho de 2018

Mogi das Cruzes e a escravidão.

 Muito se discute sobre a escravidão no Ocidente; seus malefícios,povos indígenas que foram dizimados, gerações que perderam suas raízes culturais, Senhores ‘bons’ e ‘maus’, defensores contra e a favor , razões históricas, sociais e econômicas, povos que praticavam, captura,sofrimentos, quantidade, preço, guerras, leis, paladinos de libertação,etc.
Mas perguntas  e respostas  que deveriam ser enfrentadas e consideradas, são: Como povos que proclamam na sua máxima de conduta moral e religiosa de “Amar ao próximo”, capturavam, compravam, vendiam,trocavam, matavam, penhoravam, leiloavam, herdavam, doavam, abandonavam, e castigavam escravos? Como aguardavam com suas consciências tranqüilas – dentro de suas igrejas – alcançar o “Paraíso”, os que possuíam cativos de um a centenas de humanos? Como a praticavam sem o menor constrangimento social, moral, familiar, e religioso.
Os itens listados acima são conseqüências dentro de uma sociedade política-religiosa, com princípios de espoliação escravista no Alto Tiete não era diferente.


Estava , fundamentada e associada a uma concepção religiosa que permite à seus adeptos a livre escravatura; captura e servidão com aval teocrático. Os procedimentos de como capturar escravo, seu preço
comercial, compra – venda, manejo, tratamento, corretivo, uso sexual, destino de prole  filhos e seus descendentes , sua obrigação, sujeição, etc., estão claramente estabelecidas, por absurdo que possa parecer nas cidades do Alto Tietê principalmente em Mogi das Cruzes pois o crescimento significativo de escravos no primeiro período está ligado a um dinamismo provocado principalmente, pela introdução do cultivo e manufatura do algodão e ao aumento da produção de aguardente. 



Porém, no segundo período a reduzida taxa de crescimento vinculava-se principalmente à extinção das peças de panos de algodão das receitas de exportação, que até o final do século XVIII representava o principal produto de exportação. No terceiro período, retomou-se o aumento significativo no número de escravos em função principalmente da introdução e cultivo do café. A economia de Mogi das Cruzes era basicamente agrícola, pois em todos os anos houve a predominância de escravos ligados a esta atividade produtiva, que variou entre 78% em 1801 e 80,5% em 1829. Por outro lado, estava voltada para o mercado interno, uma vez que, na maioria dos anos analisados, os cativos estavam atrelados à agricultura de subsistência, exceto em 1829. Em 1801, 68,93% dos escravos desenvolviam atividades ligadas à agricultura de subsistência, 66,0% em 1818 e 46,0% em 1829. A diminuição da participação dos escravos na agricultura de 6 subsistência, em 1829, está diretamente relacionada à introdução e desenvolvimento do cultivo do café. Em 1818, apenas 1,1% dos escravos trabalhavam no cultivo do café, e 26,6% em 1829. 

Fonte: http://www.abphe.org.br/arquivos/jonas-rafael-dos-santos.pdf

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domingo, 24 de junho de 2018

Festa do Divino e suas histórias 1

Quando pensamos em uma festa tradicional em nossa cidade já vem em tona  a Festa do Divino.
Em busca de literatura que fala sobre esse assunto específico descobrimos o livro de Issac Grinberg, Folclore de Mogi das Cruzes lançado em 1983 que descrevi sobre a cultura e os ditos populares. A primeira notícia que temos da Festa é de 1871 e teve uma curiosidade para época aonde a Câmara Municipal desse mesmo ano na data de 31 de Dezembro, proibiu  os toques e cantos e também as folias(como viola, tambor, triângulo, pandeiro ou somente a viola) para pedir esmolas para o Divino Espírito Santo. Portanto a festa está enraizada em nossa sociedade há mais de 137 anos de história.  
Em breve contaremos mais algumas curiosidades sobre a Festa do Divino.


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domingo, 17 de junho de 2018

Miguelzinho Dutra




 Miguelzinho Dutra pode ser considerada, como a dos pintores Hercule Florence (1804-1879), Debret (1768-1848) e Adrien Taunay (1803-1828), uma das mais importantes fontes de documentação iconográfica do estado de São Paulo do século XIX.
Dutra é um artista autodidata em pintura, mas, enquanto observador meticuloso, realiza paisagens muito realistas, compostas com enquadramento preciso suas aquarelas têm um caráter documental, por apresentarem um registro das primeiras casas da cidade de Itu, São Paulo e Mogi das Cruzes, e ainda a arquitetura das igrejas e cenas da vida cotidiana, como festas e procissões. Dutra apresenta vistas de vilas e de fazendas, em que procura apresentar a paisagem de maneira panorâmica, 
O artista é considerado um bom retratista, tornando-se conhecido pelos retrato de populares nos quais revela, como apontam diversos estudiosos, o perfil psicológico do representado. Pinta também algumas personalidades de destaque na época, como o capitão-mor de Itu, Vicente de Costa Taques Goes e Aranha (s.d.). Miguelzinho Dutra destaca-se também como escultor, realizando a talha e diversas imagens religiosas em cedro para as igrejas da região.



Essa pintura foi realizada em 1840 o nome da obra e titulada como 4º descanso em Mogin das cruses 5 legoas adiante, tirada do Occidente, esse rico material esta no  Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil. Compra do Governo do Estado de São Paulo, 2005, para quem ficou curioso em conhecer mais obras desse artista que não é mogiano mas retratou a cidade com uma grande riqueza de detalhes para época.

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sábado, 16 de junho de 2018

Quem é? E quem foi? Otto Unger

Otto Unger 
Mogi das Cruzes - 02/03/1919
Monte Áfrico - 30/11/1944


Otto Unger nasceu em Mogi das Cruzes no dia 2 de março de 1919,  filho de Ernesto  Unger e Benedicta Unger. Morava aos fundos da Rua Ricardo Vilela aonde na época era uma chácara da familia Navajas. Em 1925 ingressou no Grupo Escolar atualmente Escola Coronel Almeida, se alistou no Tiro de Guerra em 1937 e foi sorteado para servir ao regimento, após alguns anos o jovem trabalhou na Mogitex e também nessa mesma época recebeu a convocação do 6º Regimento de Infantaria na cidade de Caçapava, aonde recebeu instruções e fardamento a partir disso foi selecionado para o 3º Batalhão na cidade de Lins  e foi qualificado para a 8ª Companhia na cidade de Araçatuba diante a todo esse tempo fora da sua cidade natal realizou diversos cursos e treinamento de combate. No dia 30 junho de 1944, com diversos pracinhas se juntou aos 5074 combatentes  que fazia parte do 1º Escalão da Força Expedicionária Brasileira abordo do navio americano General W. A. Mann que estava aportado na cidade do Rio de Janeiro. Em 2 de junho partiram para Campanha da Itália, no dia 16 de setembro aportaram na cidade de Nápoles, em 5 de agosto, o 1º Escalão foi incorporado ao 5º Exército Americano aonde se iniciou diversos combates.
Em 16 de setembro, a Feb obteve a primeira vitória com a ocupação da cidade de Massarosa, no dia 11 de outubro mais uma conquista a cidade de Barga.  No 30 de novembro de 1944 em combate na região de Monte Áfrico o pracinha Otto Unger foi abatido por um projétil. 

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sábado, 28 de outubro de 2017

Quem é? Quem foi? DOM ANTONIO CANDIDO DE ALVARENGA

 DOM ANTONIO CANDIDO DE ALVARENGA (1836-1903)
 11º Bispo Diocesano (1899-1903)
BIOGRAFIA
Nascido em 22 de abril de 1836, em São Paulo. Era filho do casal Tomé de Alvarenga e Josefina Maria das Dores de Alvarenga. Dedicado por seus virtuosos pais ao estado sacerdotal, começou a se preparar para o sacerdócio aos 12 anos de idade, sendo admitido também ao coro da Catedral da Sé. Matriculou-se nas aulas de latim, cantochão e música, sendo promovido a capelão-cantor, no ano de 1854. Estudou teologia, moral e dogmática, além de outras matérias teológicas, na Catedral, nos cursos criados por dom Antônio Joaquim de Melo.

PRESBITERADO
Ordenado sacerdote no dia 25 de março de 1860, na cidade de Itu, pela imposição das mãos de dom Antônio Joaquim de Melo. 
Trabalhou no interior de São Paulo, nas paróquias de Taubaté (1865), Santa Branca (1868 a 1870) e Mogi das Cruzes (1870 a 1876).
A partir de 19 de maio de 1870, passou a ser cônego penitenciário do cabido. Em 1877, por determinação de dom Lino Deodato, elaborou novos estatutos para o Recolhimento de Santa Teresa. No mesmo ano de 1877, manifestou apoio à libertação dos escravos.

EPISCOPADO
Com a morte de dom Frei Luís da Conceição Saraiva, dom Antônio Cândido foi nomeado bispo do Maranhão por meio de decreto imperial de 28 de setembro de 1876, sendo confirmada a eleição no Consistório de 21 de setembro de 1877, realizado pelo papa Pio IX. Recebeu a sagração episcopal no dia 31 de março de 1878, na Antiga Sé de São Paulo, pelas mãos do bispo diocesano dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, tendo como consagrantes o cônego arcipreste João Jacinto Gonçalves de Andrade e o chantre Antônio José Gonçalves. Ingressou solenemente na Catedral de São Luís do Maranhão, em julho de 1878.Após vinte anos de fecundo pastoreio no Maranhão, contando com 62 anos de idade e com sua saúde bastante fragilizada, dom Antônio Alvarenga foi transferido para São Paulo pelo papa Leão XIII, em 28 de novembro de 1898, fazendo sua entrada solene na Catedral em 25 de março de 1899.No mesmo ano de 1899, a cidade de Sorocaba era assolada por uma epidemia de febre amarela. Apesar de seu precário estado de saúde, o novo bispo de São Paulo seguiu viagem para a cidade interiorana, a fim de acudir pessoalmente às vítimas da epidemia, visitando, confortando e ministrando aos enfermos os últimos sacramentos, tendo assistido à morte do vigário da paróquia, vítima da epidemia. Retornando a São Paulo deparou-se com o sucesso do Anarquismo que se espalhava entre os operários. Isso fez com que o bispo mudasse a postura da Igreja, que passou a marcar uma presença mais efetiva nos meios populares.Em julho de 1900, viajou para a Bahia, onde participou do Primeiro Congresso Católico Brasileiro. Entre os dias 10 e 16 de setembro de 1901, dom Alvarenga organizou e presidiu o I Congresso Diocesano em São Paulo, que propunha uma maior difusão entre as camadas mais simples da população de folhas e livros contendo a doutrina católica, com conteúdos sem preocupação partidária. Este evento, foi uma das últimas aparições públicas do bispo.Ao longo de sua vida, recebeu os títulos de Prelado Doméstico de Sua Santidade, Assistente ao Trono Pontifício, Conde Romano e foi agraciado pelo patriarca de Jerusalém, com a grã-cruz da Ordem do Santo Sepulcro. 
Faleceu no dia 01 de abril de 1903, sem deixar testamento. Atualmente, seus restos mortais repousam na cripta da catedral da Sé, onde pode ser lido em sua lápide:" Louvemos os varões gloriosos. Toda a gente com gratidão reverencial venera a quem ocupa em paz este túmulo, Antônio Cândido de Alvarenga, bispo e Conde Romano. Tendo trabalhado nas plagas do Maranhão, foi ele elevado à Sé Paulistana. Quando a peste devastava a cidade de Sorocaba, mostrou claramente o quanto desprezava a vida para salvar as suas ovelhas. Após uma longa caminhada, cheia de labores fecundos, extinguiu-se a 1º de abril " 
Fonte: Arquidiocese de São Paulo
Pesquisa: Joao Camargo
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sábado, 10 de junho de 2017

A Lenda da água da Biquinha




Em Mogi das Cruzes corria a lenda segundo a qual quem bebesse água da Biquinha nunca mais deixava a cidade e de fato isso acontece até hoje só que não mais pela Biquinha mas sim pela alegria e receptividade dos mogianos que aconchega a todos que visita a cidade.


Biquinha era o nome de uma nascente de boa água para época que se situava em um terreno baldio localizado no início da rua São João, em frente Hospital e Maternidade Mogi Mater (antiga Mãe Pobre). Diziam que seu prestígio vinha do fato de ali se reuniam para lavar roupa da família e da freguesia. 


Diziam que seu prestígio vinha do fato de ali bebiam água os anjos da guarda que circulavam pela cidade em sua piedosa missão e outros afirmavam que alta noite entidade celestiais lá se reuniam para banhar-se. A grande verdade afinal é que para a tristeza de muitos, acabaram-se com a Biquinha. Mais uma vez a tradição e a cultura de um povo cedera ao progresso da grande cidade. O local ainda existe a água continua no mesmo local fluindo por debaixo do asfalto.
Mas a história continua, quem bebe da água de Mogi das Cruzes sempre retorna.

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domingo, 22 de maio de 2016

MOGI DAS CRUZES E SEUS DISTRITOS (1838 a 1999)




 Pela Lei Provincial n.º 17, 28-02-1838, é criado o distrito de Itaquaquecetuba e anexado a vila de Santana de Mogi das Cruzes.

 Pela Lei Provincial n.º 4, de 08-06-1852, é criado o distrito de Arujá e anexado a vila de Santana de Mogi das Cruzes.

 Pela Lei Estadual n.º 1.674, 03-12-1919, é criado o distrito de Poá, e anexado ao município de Mogi das Cruzes.

Pela Lei Estadual n.º 1.705, de 27-12-1919, é criado o distrito de Suzano e anexado ao município de Mogi das Cruzes.

Pela Lei Estadual n.º 1.758, de 27-12-1920, é criado o distrito de Sabaúna e anexado ao município de Mogi das Cruzes.

 Pela Lei Estadual n.º 1.985, de 13-12-1924, é criado o distrito de Biritibamirim e anexado ao município de Mogi das Cruzes.
 Pela Lei Estadual n.º 2.257, de 31-12-1927, é criado o distrito de Taiassupeba e anexado ao município de Mogi das Cruzes.
 Pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30-11-1938, o distrito de Arujá, foi transferido do município de Mogi das Cruzes para o de Santa Isabel.
 O decreto acima citado cria o distrito de Santo Ângelo anexado ao município de Mogi das Cruzes.
*** Pelo Decreto-lei Estadual n.º 14.334, de 30-11-1944, o distrito de Santo Ângelo passou a denominar-se Jundiapeba o distrito de Taiassupeba passou a ser grafado Taiaçupeba.
 Pela Lei Estadual n.º 233, de 24-12-1948, desmembra do município de Mogi das Cruzes os distritos de Poá e Suzano (ex-Susano), elevando-os à categoria de município.

 Pela Lei Estadual n.º 2.456, de 30-12-1953, desmembra do município de Moji das Cruzes o distrito de Itaquaquecetuba. Elevado à categoria de município.
 E, ainda é criado o distrito de Brás Cubas é anexado ao município de Moji das Cruzes.

 Pela Lei Estadual n.º 8.092, de 28-02-1964, desmembra do município de Moji das Cruzes o distrito de Biritiba-Mirim. Elevado à categoria de município.
 Pela Lei Estadual n.º 3.198, de 23-12-1981, foram criados os distritos de Biritiba-Ussu e Cezar de Souza e anexados ao município de Moji das Cruzes.

 Pela Lei n.º 4.631, de 02-07-1997, é criado o distrito de Quatinga e anexado ao município de Moji das Cruzes.

Em divisão territorial datada de 2005, o município aparece grafado Mogi das Cruzes é constituído de 8 distritos:

1) Mogi das Cruzes
2) Biritiba-Ussu,
3) Brás Cubas,
4) Cezar de Souza,
5) Jundiapeba,
6) Quatinga,
7) Sabaúna,
8) Taiaçupeba.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.
Pesquisa:João Camargo
Fonte: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/saopaulo/mogidascruzes.pdf

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É proibido andar de bicicleta na área central da cidade.

E foi assim na   década de 1990 , durante as gestões do controverso e marcante prefeito Waldemar Costa Filho em Mogi das Cruzes , o centro ...